UM LIVRO PARA TODOS

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Eu como educadora, leitora e escritora fico imensamente feliz quando vejo iniciativas como esta da Wanda.
Parabéns a todos àqueles que, como ela, promovem o acesso ao mundo maravilhoso dos livros à todos!!!

Eis a matéria publicada no Blog da Biblioteca Florestan Fernandes - FFLCH USP

Um livro para todos: braille sem páginas perfuradas

14/12/2010 por bibliofflch

Livros em braille são a alternativa mais eficaz para garantir a leitura por parte daqueles que possum alguma deficiência visual. No entanto, é curioso imaginar que um livro escrito nesse método não é, de fato, totalmente inclusivo, já que pessoas que não são cegas dificilmente terão conhecimento suficiente para ler uma obra escrita em braille. Com alguma criatividade, porém, é possível superar essa barreira e criar uma obra destinada a *todos* os leitores, quer tenham eles deficiência ou não.
Esta é a ideia da designer gráfica Wanda Gomes, que criou um livro em braille sem o uso de perfuração, o processo básico da escrita de um livro nesse estilo. O novo método, denominado Braille.BR, consiste num tipo de impressão sobreposta, que não prejudica a impressão convencional. O sistema braille é usado juntamente com a impressão normal, garantindo a leitura tanto por parte de cegos quanto daqueles que possuem visão plena.
Produzido conforme esse tipo de impressão, o livro Adélia Cozinheira foi enviado recentemente a escolas, bibliotecas e instituições educacionais, com o intuito de oferecer a crianças com e sem deficiência visual a mesma possibilidade de leitura. No caso deste livro, outros elementos também foram usados: as crianças também podem sentir o livro (pelo tato) e cheirá-lo, já que esses dois aspectos da percepção humana foram considerados na produção gráfica da obra.
Sem dúvida, um método que ainda vai dar o que falar, e de uma forma bastante positiva.

Google lança 'iTunes' dos livros

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Mais um passo no projeto megalómano lançado pela Google em 2004 de colocar todos os livros do mundo à distância de um clic.

Escrito por: Carlos Abreu (www.expresso.pt)     21:36 Terça feira, 7 de Dezembro de 2010
extraído do site: http://aeiou.expresso.pt/google-lanca-itunes-dos-livros=f619868

A Google lançou ontem nos Estados Unidos o eBooks, uma plataforma de distribuição de livros eletrónicos que integra uma loja online (Google eBookstore) bem como leitores específicos para este tipo de ficheiros na web (Google Web Reader ) e nos dispositivos móveis com o sistema operativo Android ou iOS (Google Books apps ).
Para gigante norte-americana da Internet esta plataforma vem "tornar mais fácil aos autores e aos editores encontrarem novos públicos para os seus livros e aos leitores comprarem e lerem livros na maioria dos dispositivos". Em 2011deverá chegar à Europa.
Até lá, os norte-americanos poderão aceder à eBookstore da Google e comprar o direito a ler uma obra que estará sempre alojada algures num servidor remoto. Ainda que a leitura possa decorrer em dispositivos tão distintos como um vulgar computador portátil, um tablet (iPad, incluído), smartphones (iPhone ou Android) e até em leitores de livros eletrónicos de formato aberto (não é o caso do Kindle da Amazon), a verdade é que o cliente terá sempre de estar ligado à Net para aceder à obra. Os restantes internautas poderão consultar as obras gratuita, como por exemplo "Os Lusíadas ". A operação paga, por enquanto, decorre apenas nos EUA.
Os lucros das vendas serão repartidos com as editoras, que nesta fase de arranque já são mais de quatro mil. Os cerca de três milhões de obras disponíveis custam entre um e 300 dólares. Resta saber se a Google conseguirá afrontar a Amazon que nesta altura, controla cerca de dois terços do mercado do livro eletrónico nos Estados Unidos?
Recorde-se que em 2004 a Google anunciou o seu projeto, aparentemente megalómano, de colocar à distância de um clic todos os livros do mundo. Desde então, segundo a empresa fundada por Larry Page e Sergei Brin , já foram digitalizados mais de 15 milhões de livros em mais de 400 idiomas.

HUMILDADE x VAIDADE

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Hoje falarei de algo que muito me chamou a atenção nesses últimos dias: a humildade de alguns escritores e a vaidade de outros.

Tenho frequentado diversos eventos de literatura com escritores renomados (seja pelo público, seja pela crítica) e tenho notado dois tipos de postura nos autores: alguns são atenciosos com seu público, conversam de igual pra igual e tem humildade; enquanto outros só sabem repetir os números de "sua extraordinária vendagem de livros" (que as vezes nem é tudo isso) e falar coisas do tipo: "não considero tudo que escrevo como obra prima, mas pelo menos dois dos meus dez livros são" (acreditem eu ouvi isso de um escritor super pop, numa bienal!)

Engraçado que reparei também que os mais humildes geralmente tem um currículum com mil premiações importantes, jabutis e etc e tal, enquanto os vaidosos que só pensam em aparecer na mídia não tem nenhuma! Tá, tá bom, conheço um deles que tem premiações importantes, mas a vaidade dele é tão grande que ofusca sua bela poesia.

E não pensem que eu tenho alguma coisa contra autores pops, ao contrário, eu adoro eles! Thalita Rebouças e Nicholas Sparks são fenomênos de venda e fenômenos de humildade, gentileza e atenção com seus leitores.

Enfim, escrevo isso para homenagear escritores como os já citados Nicholas Sparks e Thalita Rebouças, e as incríveis pessoas e incríveis profissionais Rodrigo Lacerda, Carlos de Brito e Mello, Manoela Sawitski, Ana Miranda, Márcio Souza, Adriana Lisboa, Sérgio Rodrigues e Andrey do Amaral, que fazem sua arte falar por si própria e lhe render os devidos méritos sem precisar sair contando vantagem por aí.

Tenho minhas dúvidas a respeito daqueles que só sabem se vangloriar.
E tenho dito!
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